O Ministério Público Federal (MPF) de Brasília pediu à justiça o bloqueio dos bens do ex-presidente Lula da Silva, a quem acusa de improbidade administrativa por ter usado verba pública com claro intento de promoção pessoal.
O bloqueio de bens tem como finalidade garantir a devolução aos cofres públicos de quatro milhões de euros que Lula, segundo o MPF, usou indevidamente.
A acção interposta pelo MPF refere-se ao gasto desses quatro milhões de euros com a impressão e o envio pelo correio de mais de dez milhões de cartas enviadas pela Segurança Social a reformados entre Outubro e Dezembro de 2004, segundo ano do primeiro mandato de Lula.
A missiva avisava os reformados que um convénio estabelecido entre a Segurança Social e o até então desconhecido Banco BMG lhes permitia a partir de então pedirem empréstimos a juros baixos e sem qualquer burocracia àquela instituição bancária, com o desconto das parcelas sendo feito directamente nas reformas.
Até aí não haveria problema, não fossem dois detalhes, que chamaram a atenção dos promotores. O BMG, único banco privado a ser autorizado na altura a realizar esse tipo de empréstimo, conseguiu a autorização em menos de duas semanas, quando o normal seriam vários meses, e as cartas, simples correspondência informativa, eram assinadas por ninguém menos que o próprio presidente da República, algo nada comum para esse tipo de aviso.
Para o Ministério Público, não há dúvida de que Lula e o então ministro da Segurança Social, Amir Lando, que também assinou as cartas e é igualmente acusado na acção, usaram a correspondência para obterem promoção pessoal e lucro político e que a acção do presidente da República favoreceu a extrema rapidez com que o BMG conseguiu autorização para operar o negócio, desrespeitando as normas do mercado. A 13.ª Vara Federal, em Brasília, a quem a acção foi distribuída, ainda não se pronunciou sobre o pedido do MPF.
Eleição de Tânia Terezinha da Silva quebra preconceitos
Dois Irmãos será único município do RS a ser comandando por mulher negra
O município de Dois Irmãos, no Vale do Sinos, 53 anos depois da sua emancipação, entra para a história política do Rio Grande do Sul ao eleger pela primeira vez uma prefeita. A administração da cidade ficará com a técnica de enfermagem Tânia Terezinha da Silva, 49 anos, no mínimo, pelos próximos quatro anos (2013 a 2016). Filiada ao PMDB desde 1995, ela recebeu 9.450 votos dos eleitores no dia 7 de outubro.
O que chama atenção na eleição desta mulher negra e com dreadlocks — forma de se manter os cabelos que se tornou mundialmente famosa com o movimento rastafári —, é que Tânia está em um município onde predominam descendentes de alemães. A escolha coloca a futura prefeita ao lado de políticos negros como Alceu Collares — prefeito de Porto Alegre de 1986 a 1989, governador de 1991 a 1995 e deputado federal por cinco mandatos —, e do ex-deputado estadual Carlos Santos (falecido em 1989), que assumiu por duas vezes interinamente o governo gaúcho em 1967.
Tânia teve uma grande conquista porque, das 35 mulheres eleitas no Rio Grande do Sul, é a única negra, de acordo com levantamento da Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs). O Estado tem 497 municípios. Com forte militância na área da saúde e da assistência social, ela conquistou a confiança da comunidade de Dois Irmãos, principalmente na zona rural do município, onde trabalhou nos postos dos bairros São João e Travessão e na emergência que funciona 24 horas.
Além disso, foi eleita três vezes vereadora do município. Em 2008, entrou para a história de Dois Irmãos como a mais votada da cidade, com 2.055 votos. A marca até hoje não foi superada por nenhum candidato. Em 2010, uma nova alegria: foi a primeira mulher a presidir a Câmara Municipal. “Tanto no Legislativo quanto nas unidades de saúde, minha proposta sempre foi resolver o problema das pessoas. Atendia todos e buscava uma solução para o pedido de cada morador da cidade”, comenta.
Para Tânia, é fundamental dar importância ao que as pessoas estão falando e, segundo ela, esse foi o diferencial em 2012. Ela acredita que três paradigmas foram quebrados: o fato de ser a primeira mulher a concorrer à prefeitura, ser negra e divorciada. “A população queria algo novo, forte e diferente. A competência e o trabalho em favor da população de Dois Irmãos transcendeu a cor da pele.”
Tânia recorda que começou a sentir que a vitória estava próxima quando faltavam 15 dias para o pleito. “Os moradores começaram a ligar para o comitê atrás de adesivos e placas para colocar nas suas casas”, lembra.
Na quinta-feira, Tânia reassumiu suas funções no posto de saúde do bairro Travessão. Ela tem dividido seu tempo com os filhos que moram com ela em Dois Irmãos. Pablo e Hohana cursam Biomedicina e Enfermagem, respectivamente, na Feevale. Além disso, trata com o vice-prefeito Jerri Adriani Meneghetti (PP) e assessores detalhes para a posse no dia 1° de janeiro de 2013.
Popularidade de Tânia impressiona
Natural de Novo Hamburgo, Tânia Terezinha da Silva desfruta de uma popularidade impressionante em Dois Irmãos, onde reside desde 1994. Durante um passeio pela Praça do Imigrante, um dos seus locais preferidos no município, onde residem 27 mil habitantes, a futura prefeita agradeceu aos moradores pela votação. “O cabelo é um sucesso, principalmente entre as crianças, que adoram tocar”, conta.
Tanto entre os empresários quanto entre sindicalistas e a população, a expectativa é que a prefeita tenha um olhar igual para todos. O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Dois Irmãos, Ademir Berlis, ressalta que Tânia já provou que sabe trabalhar e dar atenção à população, como já ocorreu na área da saúde. “Tomara que ela leve esse conceito para a administração pública, porque estamos cansados de gestores seguros demais”, observa.
Segundo ele, a futura prefeita é uma pessoa humilde e de olhar diferenciado. Segundo Berlis, o povo de origem alemã é duro e conservador, muitas vezes, mas é hospitaleiro. “Teremos o governo de uma mulher competente, que alia seriedade e trabalho”, destaca Berlis.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Dois Irmãos e Morro Reuter, Pedro Joãozinho Becker, diz que a entidade sempre defendeu uma maior participação da mulher na administração pública. “Demorou mais de cinco décadas para chegarmos a esse momento de uma mulher no comando da cidade. Estamos torcendo para a gestão dela ser um sucesso”, confidencia.
Passeando na Praça do Imigrante, o aposentado Irineu Eich acredita que Tânia Terezinha terá uma atenção especial e mais humana “com pretos, brancos, pobres e ricos”.
Nos dias de folga, a prefeita eleita gosta de se encontrar com amigos para a tradicional roda de chimarrão e um bate-papo. Igualmente não despreza uma boa música. É fã de Gilberto Gil, Alcione, Maria Bethânia e Gal Costa.
‘Respeita e sabe ouvir’
Na Praça do Imigrante, em Dois Irmãos, um aposentado com um forte sotaque alemão observava com atenção os cumprimentos dos eleitores à futura prefeita e fez o seguinte comentário: “O povo alemão é duro, exigente, mas sabe reconhecer uma Schwarze Frau (mulher negra) que respeita as pessoas e sabe ouvir, o que é o caso da prefeita Tânia Terezinha”.
A constante presença de Lula nos noticiários nos faz refletir sobre o papel dos ex-presidentes
por Marco Antonio Villa
A presença constante no noticiário de Luís Inácio Lula da Silva impõe a discussão sobre o papel que deveriam desempenhar os ex-presidentes. A democracia brasileira é muito jovem. Ainda não sabemos o que fazer institucionalmente com um ex-presidente. Dos quatros que estão vivos, somente um não tem participação política mais ativa. O ideal seria que após o mandato cada um fosse cuidar do seu legado. Também poderia fazer parte do Conselho da República, que foi criado pela Constituição de 1988, mas que foi abandonado pelos governos – e, por estranho que pareça, sem que ninguém reclamasse.
Exercer tão alto cargo é o ápice da carreira de qualquer brasileiro. Continuar na arena política diminui a sua importância histórica – mesmo sabendo que alguns têm estatura bem diminuta, como José Ribamar da Costa, vulgo José Sarney, ou Fernando Collor. No caso de Lula, o que chama a atenção é que ele não deseja simplesmente estar participando da política, o que já seria ruim. Não. Ele quer ser o dirigente máximo, uma espécie de guia genial dos povos do século XXI. É um misto de Moisés e Stalin, sem que tenhamos nenhum Mar Vermelho para atravessar e muito menos vivamos sob um regime totalitário.
As reuniões nestes quase dois anos com a presidente Dilma Rousseff são, no mínimo, constrangedoras. Lula fez questão de publicizar ao máximo todos os encontros. É um claro sinal de interferência. E Dilma? Aceita passivamente o jugo do seu criador. Os últimos acontecimentos envolvendo as eleições municipais e o julgamento do mensalão reforçam a tese de que o PT criou a presidência dupla: um, fica no Palácio do Planalto para despachar o expediente e cuidar da máquina administrativa, funções que Dilma já desempenhava quando era responsável pela Casa Civil; outro, permanece em São Bernardo do Campo, onde passa os dias dedicado ao que gosta, às articulações políticas, e agindo como se ainda estivesse no pleno gozo do cargo de presidente da República.
Lula ainda não percebeu que a presença constante no cotidiano político está, rapidamente, desgastando o seu capital político. Até seus aliados já estão cansados. Deve ser duro ter de achar graça das mesmas metáforas, das piadas chulas, dos exemplos grotescos, da fala desconexa. A cada dia o seu auditório é menor. Os comícios de São Paulo, Salvador, São Bernardo e Santo André, somados, não reuniram mais que 6 mil pessoas. Foram demonstrações inequívocas de que ele não mais arrebata multidões. E, em especial, o comício de Salvador é bem ilustrativo. Foram arrebanhadas – como gado – algumas centenas de espectadores para demonstrar apoio. Ninguém estava interessado em ouvi-lo. A indiferença era evidente. Os “militantes” estavam com fome, queriam comer o lanche que ganharam e receber os 25 reais de remuneração para assistir o ato – uma espécie de bolsa-comício, mais uma criação do PT. Foi patético.
O ex-presidente deveria parar de usar a coação para impor a sua vontade. É feio. Não faça isso. Veja que não pegou bem coagir: 1. Cinco partidos para assinar uma nota defendendo-o das acusações de Marcos Valério; 2. A presidente para que fizesse uma nota oficial somente para defendê-lo de um simples artigo de jornal; 3. Ministros do STF antes do início do julgamento do mensalão. Só porque os nomeou? O senhor não sabe que quem os nomeou não foi o senhor, mas o presidente da República? O senhor já leu a Constituição?
O ex-presidente não quer admitir que seu tempo já passou. Não reconhece que, como tudo na vida, o encanto acabou. O cansaço é geral. O que ele fala, não mais se realiza. Perdeu os poderes que acreditava serem mágicos e não produto de uma sociedade despolitizada, invertebrada e de um fugaz crescimento econômico. Claro que, para uma pessoa como Lula, com um ego inflado durante décadas por pretensos intelectuais, que o transformaram no primeiro em tudo (primeiro autêntico líder operário, líder do primeiro partido de trabalhadores etc, etc), não deve ser nada fácil cair na real. Mas, como diria um velho locutor esportivo, “não adianta chorar”. Agora suas palavras são recebidas com desdém e um sorriso irônico.
Lula foi, recentemente, chamado de deus pela então senadora Marta Suplicy. Nem na ditadura do Estado Novo alguém teve a ousadia de dizer que Getúlio Vargas era um deus. É desta forma que agem os aduladores do ex-presidente. E ele deve adorar, não? Reforça o desprezo que sempre nutriu pela política. Pois, se é deus, para que fazer política? Neste caso, com o perdão da ousadia, se ele é deus não poderia saber das frequentes reuniões, no quarto andar do Palácio do Planalto, entre José Dirceu e Marcos Valério?
Mas, falando sério, o tempo urge, ex-presidente. Note: “ex-presidente”. Dê um tempo. Volte para São Bernardo e cumpra o que tinha prometido fazer e não fez. Lembra? O senhor disse que não via a hora de voltar para casa, descansar e organizar no domingo um churrasco reunindo os amigos. Faça isso. Deixe de se meter em questões que não são afeitas a um ex-presidente. Dê um bom exemplo. Pense em cuidar do seu legado, que, infelizmente para o senhor, deverá ficar maculado para sempre pelo mensalão. E lá, do alto do seu apartamento de cobertura, na Avenida Prestes Maia, poderá observar a sede do Sindicato dos Metalúrgicos, onde sua história teve início. E, se o senhor me permitir um conselho, comece a fazer um balanço sincero da sua vida política. Esqueça os bajuladores. Coloque de lado a empáfia, a soberba. Pense em um encontro com a verdade. Fará bem ao senhor e ao Brasil.
A Prefeitura de Bom Retiro do Sul em parceria com a Associação Atlética PP, constituída pelos trabalhadores do antigo Frigorífico PP, adquiriu uma nova ambulância no valor de R$ 112.900,00. Equipada com aparelho de oxigênio, maca e outros equipamentos necessários para dar maior suporte aos pacientes transportados. O novo veículo já está a serviço da Secretaria da Saúde do Município.
A aquisição da nova ambulância visa proporcionar mais agilidade e operacionalização para o setor de transporte do hospital local e consequentemente atender ainda mais as necessidades de deslocamento de pacientes, que precisam de atendimento médico de urgência. A aquisição de mais um veículo para a Saúde é importante na medida em que reforça uma das prioridades da atual administração, que é melhorar cada vez mais o atendimento da saúde para a população.
A parceria:
Os recursos para a nova ambulância tiveram R$ 65.000,00 por parte da Associação Atlética PP, composta pelos trabalhadores do antigo Frigorífico PP, que nos seus estatutos sociais previam que se a entidade associativa se encerrasse, o dinheiro amontoado deveria ser repassado para uma entidade de fundo social.
A população de Bom Retiro do Sul acaba de ganhar mais um novo e agradável espaço de esporte, lazer e convivência. A obra de regularização e conclusão do Ginásio Poliesportivo da localidade do Pinhal foi entregue à população no último domingo, dia 24 de junho, com jogos de interação entre Bom Retiro do Sul e Fazenda Vilanova, além da realização de um almoço organizado pelos representantes da localidade.
A obra somou um investimento de R$ 131.194,00 num total de 837,32m² e as obras foram executadas com recursos do município em parceria com o Governo Federal.
“A construção do Ginásio Poliesportivo do Pinhal é uma obra que vai valorizar e oferecer mais opções de lazer em Bom Retiro do Sul, principalmente para a população daquela localidade. Além de estimular a convivência social e atividades esportivas que proporcionem entretenimento a um destino saudável para que nossa cidade se torne cada vez melhor” destacou o prefeito Celso Pazuch.
Na noite da última sexta-feira, 22 de junho, a Prefeitura de Bom Retiro do Sul entregou 20 casas habitacionais às famílias do município. O evento reuniu no auditório da prefeitura municipal centenas de pessoas e autoridades para a entrega oficial das novas moradias, que trarão dignidade e muita felicidade às famílias contempladas.
“Hoje é um dia muito importante para a história da nossa cidade, mas principalmente para a população que está sendo beneficiada com mais este investimento, trazendo mais dignidade e condições para se viver bem” falou o prefeito Celso Pazuch.
Após os discursos de autoridades, os moradores receberam das mãos do prefeito Celso Pazuch as chaves das suas novas casas. As casas foram construídas nos bairros São João e Alto da Bronze, sendo 10 unidades para cada bairro. A metragem da casa é de 36,35m². A construção foi realizada pela administração municipal em parceria com o Estado.
O governo do Estado, através da Secretaria da Habitação investiu R$ 13 mil em cada residência e o município investiu na aquisição do terreno e mais R$ 13 mil em cada residência. A contrapartida dos beneficiados é de R$ 6 mil, parcelados em 100 prestações. Este valor volta para o Fundo de Habitação do município, que poderá usar estes recursos em outros programas habitacionais.
A Administração Municipal de Bom Retiro do Sul convida a população bom-retirense para prestigiar o ato de entrega de 20 casas habitacionais às famílias do município, a ser realizado na sexta-feira, dia 22 de junho de 2012 no auditório da Prefeitura Municipal. As casas fazem parte do Programa Produção de Ações Habitacionais – Nossas Cidades. A solenidade acontecerá às 18 horas com presença de autoridades locais e das famílias beneficiadas.
Visando a segurança dos pedestres e a mobilidade dos veículos, a Prefeitura Municipal de Bom Retiro do Sul instalou novas grades de proteção na Rua Senador Pinheiro Machado, agora com ligação na Rua Osvaldo Aranha.
Com a instalação das barras de contenção, as faixas de pedestres são recuadas, resultando numa maior segurança do pedestre ao atravessar a rua. Outro benefício é que o motorista não precisa parar em cima da faixa de segurança, já que antes as faixas ficavam sobre as esquinas, dificultando e aumentando o risco de acidentes e multas. Além da Rua Osvaldo Aranha, a prefeitura já havia instalado barras de proteção na saída da Rua Peri Ribeiro e da Rua Antônio Moraes Viegas.
As obras de pavimentação asfáltica da Rua José Armindo Beppler devem começar em breve. O projeto estava pronto e regularizado por parte da prefeitura desde novembro de 2011, mas não entrou em processo licitatório pois esperava a liberação da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). A licitação que definirá a empresa responsável pelos serviços vai ser realizada na segunda-feira, dia 25 de junho.
O convênio firmado com o Badesul é de R$ 1 milhão, o recurso será utilizado no asfaltamento da via que contará também com uma galeria. Ela visa o escoamento da água da chuva, que atualmente atravessa a faixa. A via ainda será totalmente sinalizada. Serão 946 metros de pavimentação asfáltica, na estrada de terra, mais 842 metros de capeamento asfáltico que será colocado sobre a pedra irregular.
Saiba mais:
O Badesul assinou no último dia 14, uma nova rodada de contratos Pimes Badesul para obras em municípios do interior gaúcho. Além de Bom Retiro do Sul, as prefeituras de Alegrete, Chapada, Coxilha e Vila Nova do Sul foram beneficiadas com financiamentos, e juntas vão receber 5,07 milhões.
O presidente do Badesul, Marcelo Lopes, comandou a solenidade, que teve a participação do secretário do Gabinete dos Prefeitos e Relações Federativas, Afonso Motta. O Badesul é uma instituição estadual de fomento que integra o Sistema de Desenvolvimento Econômico, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI).