sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

As eleições 2012

Nas eleições para escolha de vereador e prefeito no ano de 2012, como já postei em alguns sites de relacionamentos e já falei para muitas pessoas, foi algo que mexeu muito comigo, pois eu acreditava, e acredito, que Celso Pazuch é melhor opção para administrar Bom Retiro do Sul do que Pedro Aelton Wermann. Minha opinião que, como qualquer outra, tem que ser respeitada.
Nas eleições proporcionais, sem nenhum exagero, eu tive uma vitória heroica. Contrariei muitas apostas que não me colocavam nem entre os 15 primeiros, mas muitas pessoas queriam que eu me elegesse, muitas pessoas queriam que, como eles mesmos me denominam, “o cara que não vai dobrar a espinha e nem vai se vender” se elegesse.
Não me lembro de uma eleição para vereador tão disputada, com tantos candidatos, eram 59 no total. Muita gente qualificada concorrendo, mas muita gente tentando trocar 4 anos de Câmara por um favorzinho ou uma quantidade em dinheiro - o valor variava de acordo com o “cliente” - um absurdo! E, depois, esses “clientes” são os primeiros a reclamarem. Mas, a parcela boa, aquela parcela que não se vende e nem se troca, teve suas representatividades que também entraram no legislativo. Felizmente, as pessoas de bem ainda predominam.
Quando eu vejo o presidente do nosso legislativo pedindo para respeitar a vontade do povo que escolheu seus mandatários, eu fico me perguntando, onde será que ele estava quando estavam comprando os votos dos mercenários que valem o mesmo do que cidadão de bem, e que esse que respeita a lei tem que pagar junto com os maus eleitores o preço de ter representantes corruptos e corrompedores?! Onde será...
O primeiro mês de trabalho...
Dia 29 de janeiro de 2013, fechou o primeiro mês do nosso legislativo, para ser preciso, 4 sessões ordinárias, 4 vezes que, por lei, somos obrigado a irmos na Câmara de Vereadores de Bom Retiro do Sul, fazendo uma média de duração de uma hora e meia. Tal média porque essa legislatura tem demorado para votar projetos do executivo, votar e discutir indicações, requerimentos de autoria dos próprios vereadores... e, somando tudo isso, chegamos a uma média de trabalho na Câmara de 6 horas no mês de janeiro, pouco né? Eu também acho, mas se todos os vereadores estiverem fazendo o que julgo ser parte das minhas atribuições, estaríamos fazendo bem mais horas fora do legislativo. Temos muitas leis para ler, eu, por exemplo, só conhecia a lei orgânica do município de maneira genérica, pois dei uma olhada por cima para fazer um concurso. O regimento interno da Câmara eu desconhecia totalmente, assim como o código de posturas do município.
Talvez o leitor deste, faça o mesmo questionamento que eu fiz... “como alguém se candidata a vereador e se dispõe a ser um dos representantes de sua comunidade se não sabe nem as leis que regem nosso município e, tão pouco, as leis estaduais e federais, ao menos as que têm influência na nossa cidade?” Não estou falando de ser um jurista, mas, ao menos, saber o básico.
Na primeira sessão do ano, foi ferido a lei federal, lei orgânica e regimento interno. Na sessão posterior citei todos os artigos, e leis desrespeitadas e, para minha surpresa, o presidente da Câmara, José Moises da Rosa, disse que não iria cumprir o regimento interno, no que diz respeito às manifestações fora do plenário, pois, segundo ele, é o povo quem está julgando seu trabalho. Mas, o que aconteceu, de fato, se deu devido a um grupo de CCs, secretários e ainda alguns fanáticos políticos do mesmo lado do presidente! Assim é fácil pedir julgamento, num “júri” de amigos!
Foi negado um pedido de informação meu onde eu, para facilitar os trabalhos dos nobres colegas, citei até a lei que me dava direito à informação. Salvando o vereador Alex e o vereador Carlinhos, que votaram a favor, os cinco outros votaram contra meu requerimento embasado em lei maior, que é a constituição Federal, a qual não dá direito apenas aos vereadores ter acesso à informação, dá direito a qualquer cidadão!
E, nessa mesma votação, tivemos ainda o presidente desrespeitando a lei orgânica do município, quando se manifestou contra o meu requerimento, sendo que o presidente só pode se manifestar no caso de empate, o que não houve.
Para minha surpresa, quando presidente se manifestou falando que não ia respeitar o regimento interno, todos os CCs, secretários e militantes políticos do lado do atual prefeito, aplaudiram, uns até de pé, por certo estavam aplaudindo a própria ignorância da lei.
Por isso que eu sou a favor da ideia de que política tem que ser matéria de sala de aula, pois somos regidos por leis que desconhecemos!

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